Quase toda discussão de "trocar de ERP" começa pelo motivo errado. O sistema atual raramente é o problema. O problema é que ele opera isolado.
Migrações de ERP são caras, longas e arriscadas. E na maior parte das vezes resolvem um problema que continuaria existindo no sistema novo — porque ele nunca foi um problema de sistema. Foi sempre um problema de integração.
O sintoma e a causa
Sintoma: "nosso sistema não atende mais à operação".
Causa real: o sistema atende. Os outros sistemas em volta dele não conversam com ele.
Trocar o ERP recoloca a empresa no mesmo cenário anterior, com mais um ano de implementação no caminho.
Integração custa uma fração do que custa migrar. E resolve, na maioria dos casos, exatamente o que a migração prometeria resolver.
Quando faz sentido migrar — e quando não faz
Existem casos em que a migração é inevitável: tecnologia obsoleta, fim de suporte, mudança estrutural de negócio. Fora desses casos, a pergunta correta é outra: se os sistemas atuais conversassem entre si, qual seria o problema remanescente?
Frequentemente, a resposta é "nenhum relevante". Aí, integrar é o caminho.